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Pra começo de conversa…

Vou começar por uma questão que angustia muitas mulheres: trabalhar fora ou não?

É impossível começar essa coluna de estreia sem agradecer à equipe da Pais & Filhos pela confiança que depositaram em mim para estar aqui, semanalmente. Pra começo de conversa, muito obrigada!

Sou uma pessoa que adora conhecer gente e aprender com a experiência dos outros. Aos poucos vou ter a chance de conhecer um pouco mais cada um de vocês, leitoras e leitores.  Mas para que nossa amizade e bate papo comece bem, vou contar um pouco de minha vida de equilibrista. Sou casada há 22 anos e mãe de dois filhos que enchem meu coração de amor, Beatriz de 19 anos e Gabriel de 16. Graduei-me em Psicologia e tenho uma empresa,  há 20 anos, em sociedade com meu marido. Como boa equilibrista que não se contenta com pouco, inspirada também por meus  próprios dilemas da conciliação de família e carreira, mergulhei  de cabeça para estudar o tema. O resultado disso são meus 2 livros da série “Equilibrista”, já no mercado, e um terceiro, a caminho, agora com minha mãe e minha filha. Isso era prá começo de conversa…

Ao pensar sobre o que escrever, resolvi começar por uma questão que tem angustiado muitas mulheres. Em algum momento de suas vidas vem a pergunta que não quer calar: “vou ou não trabalhar fora?”. Aparentemente é uma pergunta simples, basta um “sim ou não. Doce engano. Quantas mães já não perderam o sono com essa dúvida martelando suas cabeças? Conversei com muitas mulheres sobre esse tema e a conclusão a que cheguei é a de que não há uma única resposta. A melhor resposta que encontrei é: “depende”. Muitas mulheres não podem ser dar ao luxo de fazer esse questionamento, mas as que podem, se inquietam um bocado.

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Há muitas variáveis que precisam entrar nessa tomada de decisão e merecem ser analisadas com carinho. Cito aqui algumas delas para começar essa conversa:

  1. Seus filhos podem ficar com outras pessoas na sua ausência? Digo isso porque algumas crianças precisam sim da atenção 24 horas de pai ou mãe e isso precisa ser considerado nessa decisão!
  2. Sua família depende economicamente de seu trabalho?
  3. Você tem um companheiro que te apoia e divide com você a administração da casa e o cuidado com os filhos?
  4. Você já tem um esquema organizado para suprir sua ausência temporária? Marido, creche, escola, babá, avó, amiga?
  5. Você se sente segura para ficar distante de casa e dos filhos nas horas em que estiver trabalhando?
  6. Trabalhar é algo de que você gosta, que te dá prazer?
  7. Como é seu trabalho, quantas horas diárias ele exige de você, tem muitas viagens? Onde fica a empresa, quão longe de casa?

 

Poderia seguir listando outras tantas perguntas que entram nesse quebra-cabeça. Claro, para quem responde sim ou não para todas as questões, a decisão é fácil: sair correndo para trabalhar, no primeiro caso ou optar por deixar a carreira de lado, no segundo. Mas o mais comum é respondermos sim para umas e não para outras.  A vida não é fácil! Em suma: não podemos agir somente porque  hoje é  “esperado” que a mulher trabalhe fora. Afinal, de um jeito ou de outro essa decisão mexe conosco e com toda a família.

Isso era prá começar nossa conversa. Até semana que vem 😉

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