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Equilibristas-modelo

Pesquisa mostra que Fátima Bernardes é modelo para as mães que equilibram filhos e carreira. A colunista Cecília Russo garante: ela é como a gente

Sempre que começamos uma nova atividade, seja um esporte, uma carreira ou até mesmo quando nos casamos, é comum olharmos à nossa volta em busca de referências ou inspirações. Pessoas que nos servem de guias, modelos ou exemplos a serem seguidos. É bem verdade também que mapeamos referências que representam exatamente o oposto – caminhos dos quais queremos nos afastar.

Com nossas vidas de equilibrista não é diferente. Como pais e mães que equilibram múltiplos pratinhos – dos filhos, da casa, do trabalho, da família, dos amigos etc – observamos e buscamos referências que nos orientem, pessoas pelas quais nutrimos admiração e que nos servem de farol para aquilo que buscamos. Pessoas para as quais poderíamos dizer: “quando eu for equilibrista, quero ser como você”. Na minha vida de equilibrista certamente me inspirei em várias pessoas, que me transmitiam um jeito de conciliar carreira e família que me atraia de alguma forma. Em meu primeiro livro. “Vida de Equilibrista: Dores e Delícias da Mãe que Trabalha” (2007, Editora Cultrix), quis saber quais eram as equilibristas-modelos das mulheres. Assim, na pesquisa quantitativa que desenvolvi para alimentar o livro, expus às 700 entrevistadas uma lista com 25 nomes de mulheres públicas. Em comum, a lista reunia mulheres, que, além de conhecidas, são mães e profissionais ao mesmo tempo, reunindo nomes da televisão, esportes, artes, educação, política e negócios. Esta relação de nomes foi apresentada com a seguinte pergunta: “Qual delas é a pessoa que você mais admira como alguém que equilibra bem os dois papéis, de mãe e profissional?”.

Como era de se esperar, nomes com maior presença na mídia encabeçam a lista, mas é bastante interessante analisar a posição de destaque, bem acima das demais citadas, de Fátima Bernardes (vejam tabela abaixo). Cabe reafirmar que tal pesquisa foi conduzida em 2007, na época em que Fátima ainda dividia a bancada do Jornal Nacional com William Bonner.

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Fátima Bernardes

30%

Malu Mader

12%

Gloria Pires

12%

Cassia Kiss

7%

Claudia Raia

6%

Xuxa

4%

Angelica

4%

 

Na minha visão, essa admiração que muitas equilibristas nutrem pela Fátima era, na época, explicada apenas parcialmente por sua alta exposição à frente do Jornal Nacional da TV Globo. Fátima consegue, com aparente calma, desempenhar bem todos os papéis idealizados pela mulher contemporânea: ser boa mãe, profissional competente, esposa feliz e mulher atraente. Ela é o retrato do “eu ideal” de muitas mulheres, aquela que faz tudo e ainda bem feito. E é mãe de trigêmeos! Fátima é uma TRI-equilibrista. Hoje, não mais à frente do Jornal Nacional mas ainda com presença diária na TV, creio que ela segue muito bem cotada como equilibrista-modelo.

É claro que, “na vida real”, a vida da Fátima não é tão suave como imaginamos. Em entrevistas concedidas por ela, confessa a dificuldade que é para conseguir conciliar bem todos os papéis, assim como nós. Fiquei extremamente honrada em ter o privilégio de ter o prefácio do meu livro escrito por ela. É muito curioso ouvir a reação das leitoras ao prefácio: “Nossa, ela é gente como a gente, passa os mesmos apertos que todas as mães que trabalham passam, tendo que equilibrar pratinhos!”.

Não tenho dados mais recentes, mas queria lançar aqui uma pergunta a todos: quem é hoje nossa equilibrista-modelo? E para os pais, quem é “O” equilibrista-modelo? Aguardo sugestões de todos vocês e estou muito curiosa pelas respostas!!

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