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Celular: amor ou ódio?

A colunista Cecília Russo Troiano fala sobre os prós e contras do vício no celular e porque, afinal, a gente não vive sem ele

Nós amamos o celular.

Não conseguimos viver sem ele.

Esse objeto que era enorme (lembram os primeiros celulares?), ficou pequenininho e está voltando a ser gigante (Samsumg e Apple 6 estão aí para não me desmentir) é item de primeira necessidade para o gerenciamento das famílias. Imagina querer saber de seu filho adolescente que saiu para uma balada e não ter como acessá-lo?

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Ou estar presa no trânsito e atrasada para a próxima mamada e não consegue contato com sua casa para avisar para irem dando o leite armazenado para segurar o choro? Fui mãe na era pré-digital e hoje não sei como foi possível viver sem celular. Acho que muitas de nós sentem um vazio quase emocional quando saímos e esquecemos o celular em casa. Parece que estamos peladas! O celular é nosso braço direito e esquerdo.

Ele nos ajuda a planejar a vida, nos poupa tempo e nos mantêm conectados com a família. Falamos com todos, enviamos mensagens, compartilhamos fotos, vídeos, respondemos emails, chegamos nos lugares acessando mapas, reservamos mesas de restaurante, pesquisamos onde é a agência bancária mais próxima. Sem falar nos infinitos aplicativos que nos conectam, divertem e informam.

Como vivemos sem celular?

É verdade: nós amamos o celular.

 

Corta a cena.

 

Nós odiamos o celular.

Ele toca quando não queremos.

Ele perturba a paz da família bem no meio daquele papo gostoso.

Mal conseguimos tirar os olhos desse objeto, parece que ele é tipo um ímã que nos puxa.

Quando vemos, já estamos grudados a ele, por vezes nem o guardamos na bolsa com medo de que alguém nos chame e não consigamos ouvi-lo.

Muitos amigos, mesmo juntos, ficam hipnotizados por seus celulares e mal aproveitam o momento olho no olho que um encontro pessoal proporciona. Adolescentes, então, nem sei por que se juntam! Fica cada um com a cara abaixada digitando freneticamente, praticamente ignorando a presença dos outros. Não raro vejo casais já adultos em mesas de restaurante, antes um lugar para trocar ideias, hoje em muitos casos apenas um espaço para que cada um cultive sua individualidade, onde o fascínio pela telinha do celular se sobrepõe a tudo.

Sem falar nas horas que gastamos usando-o para acessar nossas contas no Facebook, Pinterest, Twitter, Instagram…

E ainda compulsivamente trocamos mensagens de What’s App, de Snapchat,  Messenger…

Já imaginou quantas horas gastamos a mais com todas essas “coisas” que não existiam até pouco tempo atrás?

Como vivemos aprisionados a esse monstro?

Verdade: nós odiamos o celular!

 

Amor e ódio intensos!

Ele aproxima e afasta pessoas.

Ele nos ajuda e nos atrapalha.

Ele é parceiro e vilão.

Ele é reverenciado e criticado.

Ele é salvação e pesadelo.

 

De um jeito ou de outro,

de tamanho pequeno ou grande,

de uma marca ou de outra,

não temos como nos livrar dele,

amando ou odiando.

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