Colunistas

Surpresas que nunca imaginei

São nas pequenas coisas que encontramos as maiores emoções

Logo que a Nina nasceu, tive aquela explosão de emoção. Impossível relatar em palavras o que foi acompanhar o nascimento da minha filha.   

Outro momento que me marcou muito foi quando fui registrá-la no cartório. Tem coisa mais chata que cartório? Pois é…  Nesse dia, parecia que eu tinha acertado as seis dezenas da mega sena.  Fui caminhando da maternidade até o cartório como se estivesse em Paris.  Via beleza em todos os cantos, o dia parecia mais colorido.

Li e reli o nome dela umas cinco vezes pra ver se não tinha nenhuma letra trocada. Pedi o kit com todos os opcionais da certidão de nascimento: cópia da cópia, cópia reduzida, cópia plastificada, carteira pra guardar e envelopes. 

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Já tinha ouvido muitos relatos sobre paternidade, mas nunca ninguém tinha me falado como é boa essa tal ida ao cartório. Fiquei meio fora do ar durante esses dias na maternidade.  Por mais que a gente se prepare, quando nasce, realizamos a responsabilidade daquela nova vida.

Dia de voltar pra casa.  Que maravilha! Carreguei o carro de um jeito que o porta malas parecia um jogo de “Legos”, tudo encaixado pra caber.  No banco de trás, nada de malas ou caixas de presentes.  Apenas a cadeirinha e todo o espaço pra receber as minhas meninas “mamãe e filhinha”.

Assim que saímos, vi que eu estava dirigindo de um jeito diferente.  Parecia um senhor de oitenta anos andando bem mais devagar que os outros carros. Foi a tentativa instintiva de preservar minha filha dos buracos de São Paulo. 

Chegar em casa. Outro momento que nunca me prepararam. Parece bobagem, mas sair duas pessoas de casa e voltar em três é uma loucura. Quando apertei o botão pra abrir a garagem, senti meu coração disparar e a visão embaçar com lágrimas de tanta alegria.   

Filha, seja bem vinda à nossa casa. Tenham uma ótima semana!

Bjs e Abs do Ike, Pai da Nina

 

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