Colunistas

Sem palavras…

O colunista Ike Levy fala sobre como um olhar entre pai e filho pode mostrar tudo sobre a forte relação dos dois

A Nina nasceu e com ela aprendi a ser pai. Criamos uma relação onde somos capazes de nos comunicar através do olhar. Cinco anos depois, veio o Tony. Com a chegada dele, resolvi dar ainda mais atenção pra Nina. Assim a Luciana pode amamentar e dormir um pouco entre as mamadas. Esse ritmo durou aproximadamente um ano.

Uma vez fui passar o dia na praia com a Nina. Em outros dias andamos de bicicleta, fizemos trilhas, passeamos de Kombi e fizemos até um bate e volta para almoçar no Rio de Janeiro. Foi aniversário de 90 anos da minha avó e a dupla apareceu de surpresa no almoço. A Nina nunca vai se esquecer, nem eu… rs

Outro dia houve uma inversão de papéis. A Lu foi fazer um show no interior de São Paulo e a Nina quis acompanhar a mãe. Ok, dessa vez eu fico com o Tony. Dois pra lá e dois pra cá.

Anúncio

FECHAR

Foi incrível! O cara está com 1 ano e três meses e ainda não fala nada. Mas se faz entender e consegue tudo o que quer. Tive uma reunião em uma loja de decoração para quartos infantis e ele foi comigo. Brincou bastante durante o trabalho do papai e se comportou muito bem. Entramos no carro e ele dormiu. Eu olhava pelo retrovisor e pensava: “Que responsabilidade. Estou conduzindo o meu filho totalmente dependente e entregue em sono profundo”.

De dois em dois minutos, eu olhava de novo, de novo e de novo… Numa dessas olhadas, ele estava quietinho, de olhos abertos, observando a movimentação da rua. Percebeu que me virei, olhou pra mim e me deu um lindo sorriso. Ele disse tantas coisas sem usar uma única palavra. Foi como se tivesse dito: “Eu sei que estamos só nós dois e esse sorriso é pra dizer que confio em você e seremos parceiros pelo resto da vida”.

Correspondi o sorriso e pensei: “É isso aí meu filho. Pode confiar em mim que sempre estarei ao seu lado te protegendo e ao mesmo tempo, te preparando pra vida”. Fui pra casa da minha mãe pra responder uns e-mails e ele ficou brincando com a vovó.  Valorizo muito esse apoio das avós. Acho importante e saudável pra todos os lados. Quando vi, o cara já estava todo cheiroso, de banho tomado. Deitei ao seu lado no “camão” da vovó e dormimos. Nunca imaginei acordar ao lado de um cara de camisa e olhar pra ele completamente apaixonado. Risos…

Voltamos pra casa, deu mais um show jantando tudo, brincamos mais um pouco e ele adormeceu depois de tantas atividades. As meninas chegaram de madrugada, acordei pra buscar a Nina no carro e ao pegá-la no colo, percebi a diferença de tamanho daquele que passou o dia comigo. Coloquei a princesa em sua cama, fui pro meu quarto. Agradeci a Deus pela linda família e dei um beijo de boa noite na Luciana, minha eterna namorada que se divide entre cantar e encantar sem deixar nem por um minuto o seu papel de MÃE com letras maiúsculas.

Agora que estamos todos em casa, posso desligar o celular e dormir tranquilamente. Mesmo em junho tenho que dizer: Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que se dedicam aos filhos com tanto amor! Parabéns para minha mãe, minha mulher e minha sogra. Sem vocês, não teríamos a Nina e o Tony.

Pais&Filhos TV