Colunistas

Mala de viagem ou de maternidade?

Nosso colunista, Ike Levy conta como foi o nascimento do filho Tony, 16 dias antes do que ele e a mulher, a cantora Luciana Mello, esperavam

Como podem ver pela foto, começamos o ano literalmente com o pé direito: o Tony chegou! Seu nascimento estava previsto para o dia 20 de janeiro, mas ele resolveu antecipar um pouco… 

Passamos o réveillon aqui em casa. Na verdade a Luciana ia participar de um show com seu irmão Jair Oliveira e seu pai, Jair Rodrigues em Maceió, mas o Dr Guilherme “seu médico” achou mais prudente ficar por aqui.

“Ok, Doutor, mas dia 4 de janeiro vou fazer um show na Riviera de São Lourenço, nesse eu posso ir?”,  disse a Luciana. Dr Guilherme riu da negociação e liberou. Dia 4 acordamos, e as malas já estavam prontas.  Tanto as da viagem quanto as da maternidade. Achei melhor levar tudo junto, inclusive o meu equipamento fotográfico, que seria importante tanto para registrar o último show com o barrigão quanto para fotografar o parto do nosso meninão.  Até rimou!

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Ainda pela manhã, a Lu se sentia um pouco estranha.  Não sentia nenhuma dor, apenas estava diferente.  

Ligamos para o Doutor, e ele pediu pra ela fazer um exame pra ver como estava a bolsa gestacional.  Se estivesse tudo bem, poderíamos seguir viagem.

Fomos para um hospital perto de casa, o exame ia muito bem! O coração do Tony estava forte e na velocidade perfeita.   A bolsa está… deixa eu ver… hummm…   A bolsa, que já estava levemente rota, fez POW!! e rompeu de vez.

Quase me internei junto.  A Nina, nossa filha de 4 anos, que ia passar o dia com a gente na praia e ver o show da mamãe abriu um sorriso e ficou contente quando falamos que o seu irmãozinho iria chegar naquele dia.

A Luciana perguntou se dava tempo de irmos para a maternidade e disseram que sim.   Por mim, eu já ficava por lá mesmo.

Fomos encarar a aventura de ir para a maternidade.  Pensei: “Lembre-se, Ike, você é o marido, o pai e seu papel é passar segurança para as meninas”.  Ainda bem que no dia 4 de janeiro as ruas de São Paulo estão vazias.

Pelas redes sociais, avisamos aos fãs que naquele dia o show da Lu seria cancelado por um motivo muito feliz.  O Tony resolveu estrear e, dessa vez, o show era dele.

Coloquei aquela roupa azul e mais uma vez me senti um Smurf.

Estava mais nervoso do que no dia do parto da Nina.  Acho que é porquê agora eu consigo ter a dimensão do tamanho do amor que sentimos por um filho.   Sentimento que eu não conhecia antes da pequeNIna.

O parto foi lindo e emocionante!  Hoje eu posso dizer que o meu amor e admiração pela Luciana cresceu muito depois de assistir os nossos filhos nascerem. O milagre de uma nova vida aconteceu duas vezes sob os meus olhos.  

Quem me conhece e lê a coluna por aqui, sabe que a Nina é e sempre será a minha parceira de aventuras, minha melhor amiga e tudo de melhor que existe na relação entre pai e filha.

Agora, com o Tony, vejo o resgate de tudo que eu gostaria de ter vivido com o meu pai e infelizmente não tivemos tempo de viver.   

Como gosto muito de Kombi, levei a ideia para a Ingrid, da Dip en Dap, e desenvolvemos um quarto original para o Tony.

É claro que fizemos um quarto novo pra a Nina.   Afinal, foi ela quem nos ensinou tudo sobre o melhor sentimento da vida.

O verdadeiro sentido da palavra AMOR.

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