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Filhos são vitaminas

É uma responsabilidade muito grande ser a referência de pessoas que amamos tanto e, às vezes, em nome desse amor, temos que nos impor limites

Esse exercício de escrever semanalmente aqui no blog tem me feito muito bem! Isso me lembra dos dez anos de terapia que fiz. Algumas vezes eu chegava com um tema na cabeça, outras vezes não fazia a menor ideia. Acabei de tomar um banho e resolver o tema que vou escrever agora. Já tive boas ideias no banho. E vocês?

Percebi que a chegada dos filhos, nos trás um enorme medo da morte. É um instinto animal mesmo. Precisamos ficar por aqui para proteger a cria. Quando eu tinha seis anos, estava tomando banho com meu pai. O sabonete caiu e ele me pediu pra pegar. Eu me neguei e expliquei carinhosamente pra ele.  

“Faça uma força, pai. Você vai conseguir”. Nessa época, meu pai tinha descoberto um câncer no cérebro e lutava contra ele. Ele pegou o sabonete e mais tarde citou essa passagem em no livro “S.O.S. Vida”, sobre a vontade de viver.

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Hoje eu tenho a Nina, de 4 anos, e estamos esperando um meninão, com nome à definir. Brinco aqui em casa que ele irá se chamar “Manolo” e a Nina fica brava comigo.. risos.

Meus filhos, já usando o plural mesmo, mudaram o meu estilo de vida. Pela minha família quero viver muitos e muitos anos com qualidade. Tenho me exercitado e parei de tomar “tanta” Coca-Cola. Na verdade, parece que sou uma pessoa antes e outra depois dessa tal paternidade. É uma responsabilidade muito grande ser a referência de pessoas que amamos tanto e, às vezes, em nome desse amor, temos que impor limites.

Ontem minha prima me ligou para quebrar um galhão. Ela estava produzindo a festa de aniversário de uma amiga e se esqueceu de contratar o fotógrafo. Eu não fotografo festas, estava indo dormir, mas resolvi dar um help.   

No caminho pensei: vou chegar lá e tomar uma dessas bebidas energéticas pra aguentar. Afinal, acordo todos os dias às 6 da matina pra levar a minha filhota pra escola. Cheguei na festa e não tinha energético. Ok, vamos encarar…

Fiquei observando através da câmera, pessoas super produzidas chegando na festa depois da meia noite.  Me lembrei de quando fazia isso e achava o máximo!  Saí de lá às 4 da manhã e para a minha grata surpresa a Luciana tinha colocado a Nina pra dormir na minha “área” da nossa cama. Deitei ao seu lado, abracei e beijei aquela pessoa tão pequena e cheirosa.  Ela apertou a minha mão e puxou pra perto do peito como se fosse sua “naninha”. Eu só tive tempo de fazer uma coisa antes de pegar no sono: De dizer muito obrigado meu Deus!

 

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