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Família real

Cólicas, mãe trabalhando e ciúme da irmã: o colunista Ike Levy conta as dores e delícias de ter um bebezinho de 2 meses em casa

Hoje eu vim contar pra vocês um pouco da nossa experiência com os dois filhos. Para quem está chegando por aqui pela primeira vez, o lance é o seguinte: os personagens principais do “fotografilhos” são:

A Luciana, “minha mulher”. Sim, aquela cantora maravilhosa que canta, entre outras lindas canções, uma que diz “Hoje eu só quero que o dia termine bem”. Sabe? Para maiores informações: www.lucianamello.com.br

A Nina, nossa filha de 4 anos. E o Tony, filhão que acabou de completar seu segundo mês de vida.

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Ah, já ia me esquecendo… Tem eu também. Que me chamo Ike Levy, fotógrafo + blogueiro + marido e pai.

Quando a Nina nasceu, foi uma maravilha! Gestação impecável, parto normal, mamava de 3 em 3 horas e, em pouco tempo, dormia a noite inteira tranquila e de luz totalmente apagada. Agora vamos avançar no tempo. Como no último capítulo das novelas. Quatro anos e meio depois… Nasceu o Tony.

Gestação impecável, parto normal 20 dias antes do “combinado” e cólicas. Palavra que a gente ouvia de amigos com filhos pequenos, mas não entendia direito o significado. Uma amiga exagerada e desesperada com as cólicas da filha fez um estoque grande de um remedinho americano, as cólicas se foram e ela nos presenteou com um novinho, lacrado. Acho que foi o melhor presente que ganhamos. Não que seja milagroso, mas aliviou muito e continua nos ajudando nesse momento.

A Lu já fez três shows desde o nascimento do Tony. Funciona da seguinte forma: vou com ela. Saímos do carro direto pro camarim, onde fico com o Tony. Conversamos com ele: “Filhão, a mamãe vai ali no palco e já volta. Segura a onda!” E ele, fofo, fica numa boa com o papai. Nesses três shows, nem a cólica se manifestou.  

Agora vamos falar da Nina. Todos perguntam se ela está com ciúmes do irmão. Lááá no fundo, é claro que está. Mas ela é muito carinhosa com ele e muito maternal. Quer pegar no colo sempre que pode e não deixa as pessoas se aproximarem muito. Outro dia fui levá-la pra escola e ela veio com o papo: “Papai, queria estudar em uma escola que desse pra ver a nossa casa de lá.”

Tenho dormido algumas noites no quarto dela e feito muitos programas. Assim libero a Lu pra amamentar tranquilamente e dou atenção à nossa filha. Afinal, foi ela quem nos ensinou sobre o maior amor que podemos sentir na vida.

O Tony ainda não sabe que eu existo. Só quer saber dos peitos da mamãe. Tenho certeza que ele vê um Big Mac se aproximando. Mama numa fúria louca! 

Há uns dias ele me deu um sorriso tão lindo que eu ganhei o dia.  

Dizem que as cólicas vão passar quando ele tiver três meses. Que maravilha, já passamos da metade. Eu, que tinha insônia antes dele nascer, desenvolvi uma técnica de dormir com luz acesa e choro ao mesmo tempo. Basta fechar os olhos.

Já tinha cabelos brancos, mas de uns tempos pra cá sinto que fui de George Clooney a Walmor Chagas. O que vale mesmo é ter a “família real” – palavras da Nina – unida e feliz!  

“Como assim família real, filha?”

“Pai, você é o rei, a mamãe a rainha, eu sou a princesa e o Tony é o príncipe.”

 

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