Colunistas

Aquele Abraço

Quando a saudade aperta o jeito é recorrer às lembranças boas

 

Hoje escrevo do avião, estou voltando de NY pra SP. Minha mulher fez um lindo show e aproveitamos  a viagem pra namorar durante uma semana. Foi a primeira vez que viajamos sem a Nina, nossa filha de 4 anos.

Ainda bem que hoje em dia existe o Skype, falamos com ela todos os dias e isso nos confortou bastante.  Ela ficou muito feliz na casa da vovó. Eu estava firme e forte até entrar na enorme loja da Disney na Times Square.  Foi entrar e chorar.  Fiquei imaginando a carinha dela vendo as princesas, o Mickey e todos aqueles personagens dos filmes que encantam seu universo.  Pretendemos levá-la na verdadeira Disney logo mais…

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Quando entrei no avião, me lembrei da primeira vez que os meus pais viajaram e nós “irmãos” ficamos em casa com nossos tios. Naquela época era muito difícil conseguir uma ligação pro exterior e quando conseguia, a qualidade era horrível.

A viagem deles foi tensa.  Mesmo com os tios tentando disfarçar, eu percebi que havia algo estranho no ar. Tinham descoberto que meu pai estava com um câncer no cérebro e ele foi fazer uma cirurgia em Boston.  Ele tinha apenas 28 anos e eu 6. Me lembro como se fosse hoje. Fomos buscá-los no aeroporto e ao ver meu pai vindo em minha direção, dei um abraço tão longo e forte nele, que sou capaz de sentir até o seu perfume.

Ele lutou durante cinco anos com a doença e infelizmente faleceu.  Esse abraço é sem dúvida a maior e melhor lembrança que tenho dele.

Nossa viagem foi linda! Fiz uma das coisas que mais gosto, andamos pelas ruas e como sou fotógrafo, registrei com minha câmera os personagens e detalhes dessa cidade pulsante.  Estão convidados a ver algumas fotos na minha página.

Agora vem a melhor parte: Combinamos que vamos buscar a Nina mais cedo na escola e com certeza vou repetir: Aquele abraço!

Um abração do Ike, pai da Nina.  E sempre filho do Jaime e da Lu.

 

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