Colunistas

Uma horinha a menos

Acordar 60 minutos mais cedo pode parecer pouco, mas, na rotina do bebê – e na da família da nossa colunista Nanna Pretto – tem feito uma diferença danada

O fim do horário de verão tem tumultuado as nossas manhãs aqui em casa. Rafa, que já acorda quando o galo canta por dormir cedo e direto, tem acordado por volta das 6 da manhã. O que para mim, uma notívaga de carteirinha, é um problema e uma afronta ao ciclo mais precioso do sono.

E não é que ele acorda, mama e fica sonolento, com cara de pouco papo e uma preguicinha gostosa. Ele acorda com pique total, tipo 220 volts. A mim cabe levantar e começar a brincar, cantar musiquinha, ver desenho… Tentando ainda estabelecer um humor estável aqui em casa.

Especialistas explicam: essa mudança na rotina, de atrasar o relógio em uma hora, faz, sim, diferença, e pode durar até uns 15 dias para se restabelecer. Isso porque o relógio biológico do bebê vai se alterando lentamente e, como eles costumam ser bem regradinhos, acabam incorporando o despertar todos os dias aproximadamente no mesmo horário.

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E é isso que acontece por aqui. Por mais que eu atrase a hora de ele dormir – e ele fica bem enjoado, chatinho e choramingando – parece que o menino compensa durante a noite, dorme mais profundo e tcharannnn… lá vem ele às 6 e pouquinho com essa risadinha malandra.

Além das técnicas do pediatra, conselhos de amigos e até de uma dose de floral, estou usando meu bom senso materno (e não necessariamente a razão), para fazê-lo reorganizar o seu reloginho – e assim salvar o meu dia! Logo que amanhece já trazemos Rafael para o nosso quarto, escurecemos o ambiente e aninhamos o pequeno numa preguicinha matinal. Marido sai, filho mais velho vem e, às vezes, ele até fica mais uma horinha quietinho, mesmo que acordado. Ou já desce da cama, afinal existem muitas gavetas e tomadas a explorar!

É nessa hora que o cansaço bate, mas a gente lembra que faz parte!

Como regular o horário do bebê (de acordo com erros, acertos, dicas de quem já passou por isso e conselhos do pediatra a uma mãe de dois):

  • ·        Atrase a hora de colocar o bebê na cama. Em teoria, ele deve compensar isso acordando um pouco mais tarde.
  • ·        Mantenha o quarto dele um pouco mais escuro, mesmo que essa não seja uma prática normal da casa. Isso pode fazer com que ele entenda que ainda é cedo e permaneça um pouco mais no berço.
  • ·        Não espere que ele vá acordar, da noite para o dia, uma hora mais tarde. Tente segurar uns 10 minutos por dia, mantendo-o no berço ou deitadinho com você, quietinho, e até ninando um pouco. Se der sorte ele até pega no sono.
  • ·        Deixe a criança brincar muuuuuito durante o dia. E tudo bem se ele der apenas um cochilinho, não tirar aquela soneca profunda. Quanto mais energia gasta, mais a chance de um sono compensador (leia-se profundo e longo) à noite.
  • ·        Respeite as características fisiológicas do bebê. Pode ser que ele seja mais do dia do que da noite e goste mesmo de acordar cedo. Talvez seja até diferente das outras crianças da casa. Cada um tem a sua individualidade, e aí vai ser preciso uma adaptação geral da família. 
  • ·        Se tudo der errado, entregue-se ao bel e radiante amanhecer. E quando ele dormir (o que provavelmente vai acontecer cedo), faça o que eu digo e não faça o que eu faço: saia da TV, do celular e vá descansar também.

 

Boa sorte e bom despertar!

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