Colunistas

Um cupido chamado Orkut

Se não fosse por ele, a colunista Nanna Pretto não teria casado nem tido seus filhos. Veja como isso aconteceu

Conheci meu marido em Londres, em 1998. Eu, baiana; ele, de pais e irmã baiana, origens cruzadas em Chelsea, em meio ao fog natalino da capital inglesa. Na época, ficamos amigos, trocamos endereços (para eventuais cartas), e-mails e ICQ. Logo depois tivemos MSN. Mas claro que a distância nos fez perder o contato.

Anos depois, lá para 2004 ou 2005, eu recebi um convite para ser amiga dele, na mais nova sensação da época: o fofo Orkut. Trocamos scraps, vimos fotos um do outro. Namoros tinham acontecido, terminado e, em 2006, estávamos os dois solteiros quando marcamos, por um scrap, o nosso primeiro encontro.

Foi por lá que eu mudei meu status de relacionamento para namorando. Foi por meio de um depoimento na página principal do meu namorado que eu declarei o meu amor. E foi no Orkut que eu postei que estava grávida. E, se meu álbum de nascimento de Gabriel tinha o limite máximo de fotos, eu tratei de dividi-lo em partes 1, 2, 3… até criar um perfil próprio para Gabriel!

Anúncio

FECHAR

Pera lá, o Orkut acaba hoje e eu não tenho um álbum impresso de fotos do meu primeiro filho (sim, também não tenho do segundo). Nunca achei que viveria para ver o fim de uma rede social. Uma rede que entrelaçou a vida de Nanna Pretto com Jarbas Pires. Uma rede que me aproximou da minha família baiana em tempo quase que real. Uma rede que apresentou meu primeiro filho ao mundo.

Meu cupido Orkut se despede hoje. Se não fosse ele, não teríamos saído no dia 13 de junho de 2006 (e se não fosse pela forcinha extra de Santo Antônio, eu não contaria essa história). Não teríamos casado, tido filhos, talvez a vida de Jarbas Pires tivesse ido para um lado e a minha para outro. Será? Até que ponto o mundo virtual é responsável pelo nosso destino?

No meu caso, senhor Orkut promoveu um delicioso reencontro. Do resto quem se encarregou fomos nós mesmos. Aqui, em pele e osso, na vida real e no ambiente físico.

Mas, como tudo que se vai, deixa saudade. Antes de finalizar essa coluna, eu bem fui olhar o meu perfil mais uma vez e descobri uma forma de dar uns prints nas melhores histórias… Aproveitei e postei um infográfico muito divertido lá no Dica de Mãe. Vai em frente, Orkut! Seja lá para onde o Google vá te mandar!

Pais&Filhos TV