Colunistas

Separando irmãos

O amor fraterno rompe qualquer barreira, ainda mais se for de idade

(Foto: Arquivo pessoal / Nanna Pretto)

(Foto: Arquivo pessoal / Nanna Pretto)

Eu sempre questionei a diferença de idade dos meus filhos. São 5 anos e meio, o que faz com que eu tenha dois filhos únicos em casa. Como tudo na vida, tem o lado bom e o ruim. Hoje vou falar o que eu sinto quando nós os separamos: dá um aperto no peito.

Estou viajando para ver a família e apenas o menor vai comigo. Gabriel, que não pode perder aula e tem um acampamento na escola, está cabisbaixo. Rafinha, que não entende muito bem a viagem sem todos os integrantes da família, acrescenta a frase “o Gabi também vai!” todas as vezes que falamos sobre Salvador.

O amor entre irmãos supera a diferença de idade deles. E isso é maravilhoso!

Anúncio

FECHAR

Eu sempre tento colocá-los juntos em todas as programações que fazemos. Gabriel tem que assistir Galinha Pintadinha e Rafael vai esperar o irmão caçar Pokémon no parque. Eles dormem juntos, estudam na mesma escola e um ajuda o outro na hora de comer, de tomar banho ou de fazer o guarda-guarda de brinquedos. Eu acho que essa parceria é que os torna unidos e parceiros. “Parça”, como eles se chamam.

E, ao ver a carinha de Rafinha com a viagem solitária de mãe e filho, vem o tal aperto. Esse momento é ótimo pra nós dois. O Gabi também terá o pai só pra ele. É bom a gente poder se doar 100% a um filho (o que é impossível com dois). Mas separação é separação. Dói.

E o que me enche de felicidade é saber que eles são “parça”. É uma relação tão, mas tão gostosa que desconstrói toda a minha teoria de diferença de idade. A sinergia entre eles é total, até na hora da briga. Mas o amor sempre prevalece e faz eles dormirem agarradinhos. E sabe por quê? Porque o amor não tem idade.

E, entre irmãos, é eterno!

Leia também:

O que mudou em você após a maternidade?

As descobertas dos dois anos de idade

Criança ativa se torna um adulto saudável

Pais&Filhos TV