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O quanto você se entrega?

Para mim, entrega é isso. É fazer da maternidade um grande “faça você mesmo” da vida

(Foto: Shutterstock)

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Esses dias me perguntaram se eu sou uma mulher mais completa depois da maternidade. Sou. Mais completa, mais feliz, mais paciente, mais mulher, mais tudo. Ah, mais cansada também, só para lembrar! E sou assim porque eu me entrego em tudo que faço. E não é só no papel de mãe. Eu sou daquelas que visto a camisa, me apego e crio vínculos. E com maternidade não é diferente.

Acredito que quando a gente se entrega a chance das coisas darem certo é sempre muito maior. E o erro, se aparece, é numa tentativa de acerto. Então dói menos assumir o fracasso. Também acho que quando a gente faz algo com o coração a vida se encarrega de nos retribuir com coisas boas.

Eu sei, é um pensamento meio Pollyanna para a maternidade, que não tem nada de fácil e cor-de-rosa. É difícil pacas ser mãe, criar filhos, educar e blá blá blá. Mas, de novo, se a gente faz com o coração…

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Esses dias Gabriel estava estudando o sistema solar. Eu peguei laranjas, bexiga, uma lanterna, bolinhas e um globo. E assim, juntos, descobrimos a rotação, a translação, as estações do ano, o dia e a noite.

(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

Outro dia ele quis montar uma cabana na sala. Olhamos na internet, fomos na loja de material de construção, compramos tecido e tubos de PVC. Construímos uma casa-cabana na sala que ficou mais de um mês montada!

(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

Sem contar que todos os aniversários temáticos dos meninos a gente faz questão de estar à caráter, como parte da festa, e não apenas como anfitriões.

(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

Para mim, entrega é isso. É fazer da maternidade um grande “faça você mesmo” da vida. É entrar na jogada, na brincadeira e fazer junto, participando da vida da criança. Na alegria e na tristeza.

Sempre que Gabriel está triste eu falo pra ele que vou ficar pertinho, em silêncio, só para poder dividir com ele aquele momento ruim. Assim ele sofre menos. Eu sento, abraço, seguro na mão, fecho os olhos e realmente peço para aquilo passar logo. Porque não tem nada pior do que o sofrimento de um filho (e acho que os 7 a 1 da Copa do Mundo será sempre a minha referência de tristeza do Gabi). :’(

Esses dias, nas nossas conversas matinais, ele me disse que tinha brigado com um amiguinho na escola e que foi muito ruim de péssimo eu não estar perto. Porque a dor não passava e ele ficou mais tempo chateado. Se isso não é resultado de uma entrega pura e verdadeira de um amor entre mãe e filho, eu não sei de mais nada da vida!

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