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O preço da felicidade deles pode não ser o seu

O que cada um faz com o dinheiro que tem, não é da conta de ninguém. Viva o seu mundo, de acordo com a sua realidade

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(Foto: Shutterstock)

Há um tempinho, foi notícia –e escândalo para várias pessoas– o “glamoroso” e “refinado” aniversário de um ano dos filhos de um casal de ex-BBBs. Reportagens citavam algo como um gasto de 500 mil reais na festa, patrocínios de marcas e mais de dez modelos de lembrancinhas. Uma festa primorosa, digna de um baile no castelo encantado. E daí? Qual o problema do casal fazer uma festa desse tipo?

“Eles poderiam ajudar alguém.”

“Uma festa para tantas pessoas e a criança nem se lembrará!”

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“O país em crise e as pessoas gastando com festas.”

Vamos partir do primeiro ponto: o que você faz com o seu dinheiro é problema seu, certo? Logo, a regra também vale para em quê eles investem a suada graninha. Será que ajudam ou fazem algum trabalho social? Li que eles pediram doações de presente de aniversário. E também, se não pediram, é problema deles.

E a crise… Bem, essa aparece para nós, pobres mortais. Gente rica não se preocupa tanto com isso. E, de novo: o dinheiro é deles, logo…

O que eu quero dizer é que essa maternidade vigilante cansa. Não pode desmamar cedo, não pode viajar e deixar a criança com a avó. Não pode dar festança no primeiro ano do filho. O que pode, ou não pode, compete exclusivamente a cada família. Seja ela uma celebridade ou não. Seja ela quem for!

E aposto que muita gente aqui quis comemorar o aniversário do primeiro ano do filho (aquela festa que não é para a criança, que dorme bem na hora do parabéns) de forma primorosa.

Eu fiz festão no primeiro ano dos dois. Dentro do meu padrão de vida, foi festão mesmo. Comemorei tudo o que podia naquele primeiro ano de cada um dos meus meninos. Salva as devidas proporções, tudo foi bem “glamoroso” e “refinado”.

Não compete a nós, mulheres e mães, julgarmos o que cada um faz com a vida. Não compete a nós repudiarmos virtualmente –ou não– uma família que resolve fazer festão.

A definição de felicidade muda de família para família. E, para muitas, ela tem um preço. Paga quem quer.

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