Colunistas

E lá vem a calmaria…

A colunista Nanna Pretto sempre achou que os filhos deveriam se adaptar aos programas dos pais. Mas descobriu que não é bem assim

Crianças dormindo desde às 21h. Jantar com o marido. Casa em ordem. Paradinha das 23h para dar de mamar. E aí cama! Ufa, e não é que depois da tempestade vem mesmo a calmaria??? Concluído o sofrimento dos últimos dias, enfim voltamos a nossa rotina. Os dois já curados das crises (um de bronquiolite, outro de laringotraqueíte), eu consegui dar um chega pra lá numa gripe sem vergonha que teimou em aparecer. Enfim, aqui em casa tudo parece estar voltando ao normal.

Eu sempre fui daquelas que achava frescura colocar o filho na bolha. Achava que a criança tinha que se adaptar ao estilo de vida dos pais. Que a gente segura em casa um, dois meses, mas depois é vida que segue. E sabe aquela coisa que falo de Deus rir dos nossos planos? Olha aí… Foi preciso meu bebê ficar muito, muito doentinho (e eu achar que ele ia morrer, apesar disso ser tecnicamente improvável) para eu prestar atenção na bolha materna. E inflar a minha.

Veja, isso não quer dizer que eu nunca mais vou sair de casa até a cria completar 5 anos de vida. Não é isso. Mas, digamos, fiquei seletiva. Não preciso ficar expondo o menino a toda e qualquer situação, só para provar para mim mesma que sou “A mãe f#%a” de dois meninos. Os próximos finais de semana, por exemplo, temos um intensivo de festinhas em buffet infantil à vista. Não preciso ir a todas com ele, preciso? Afinal ele só tem três meses. Noventa dias de vida. Um único ciclo de vacinas concluído. Pô, me dá esse tempo aí pra eu ter certeza que ele tá cem por cento, vai!

Anúncio

FECHAR

Não vou entrar em neuras. Apenas quero cuidar mais. Vê-lo passar por uma bronquiolite aos três meses foi pesado pra mim. Bateu culpa, bateu medo. Mas ver como ele se recupera bem e como é forte me encheu de orgulho. O menino vingou, diriam lá no interior da Bahia. Só que agora eu entrei na onda do “keep calm”. O pai sai com um, eu fico mais em casa com o outro. Depois a gente se reveza. E aí a gente vai levando e ultrapassando esse período chatíssimo de outono-inverno. E vai também revendo os conceitos e a forma como cria os filhos.

Quem disse mesmo que é tudo igual? E que o segundo é facinho? 

Porque, como o pediatra mesmo fala, a barreira contra as doenças de inverno tem que ser mecânica. Evitar contato mesmo. O tal vírus sincicial respiratório é sério para crianças de até dois anos. Aqui mesmo na Pais & Filhos a gente vem alertando e não é de hoje (leia a matéria Perigo silencioso). E posso falar? Com esse friozinho, é bom demais mimar a cria no quentinho da casa. Estou aproveitando esse finzinho de licença maternidade pra ficar grude-chiclete com os dois, ao mesmo tempo que espero esse doce e tenebroso inverno passar!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pais&Filhos TV