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De quem é o papel de educar?

A escola é aliada, mas os pais influenciam na formação do caráter

Todo início de ano é a mesma coisa: o fim das férias escolares é motivo de euforia para as mães. Sai aquela zona, almoço fora de hora, crianças em casa o dia inteiro e a rotina de perna pro ar. Por aqui não é diferente: quarta-feira passada foi um dia estranhamente calmo nessa residência. Por que isso acontece? Será que temos preguiça de cuidar dos nossos filhos ou a energia deles é inversamente proporciona à nossa?

Foto: Shutterstock

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Para mim, as duas coisas. Eu acho que o papel de educar os meninos é meu e do marido. Até dos familiares próximos, por que não? É a gente quem passa os princípios, os valores, o que consideramos certo e errado, a importância da rotina, do sono, do escovar os dentes, do “por favor” e “obrigado”. Somos nós quem mais influenciamos na formação do caráter desses mini-humanos. Mas a escola…. ah, ela tem o seu papel fundamental para o desenvolvimento deles. Ô se tem.

Escrevi esses dias sobre a nossa geração de mães, que terceirizam absolutamente tudo. E comentei sobre uma que deixa o filho na escola o dia todo e reclama quando o xixi escapa num momento de brincadeira. “Tá vendo? A escola não está desfraldando ele direito. Lá ele não faz xixi e comigo faz!” Mas, peraí, é mesmo papel da escola –e somente da escola– tirar a fralda da criança? Será que essa criança passa tempo suficiente com a mãe para ter segurança? Será que essa mãe ensina onde fazer xixi, como pedir, será que ela explica que na escolinha é de um jeito e na casinha é de outro? Não, é a minha opinião.

Foto: arquivo pessoal

Rafinha pronto para o início das aulas (Foto: arquivo pessoal)

Vejo a escola como uma aliada. Eu preciso dela. Saio para trabalhar e acredito que ela vai reforçar, para os meus filhos, os princípios que eu sigo em casa. Acredito que ela vai complementar aquilo que ensino, num viés mais acadêmico, com mais fundamento. Mas não gosto de pensar que é papel da escola educar o meu filho. E confesso que morro de ciúmes quando ele aprende algo por lá e não comigo (o que é inevitável, né?).

E uma coisa que me ajuda muito é saber como as coisas funcionam por lá, qual a pedagogia aplicada para determinadas situações que não sei (ou tenho preguiça) de controlar.  Foi o caso da chupeta, quando a professora disse que, na escola, ele pede apenas para dormir. Oiiii???? Em casa, se deixarmos, ele fica o dia inteiro com a pepê na boca. E quando tentamos tirar é um escândalo (que muitas vezes vence a minha paciência).

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O segredo é simples: um esconderijo. Na sala de aula eles têm um esconderijo (na parte debaixo da mesinha, eu acho) para as chupetas. E tem que fazer teatrinho para ir, olhar para um lado, para o outro, e colocar lá. E só pode tirar na hora de dormir, senão o esconderijo é descoberto. Tcharannnn são 18 alunos bonitinhos com as suas chupetas estrategicamente escondidas.

E não é que eu tentei em casa, bolamos um esconderijo, fingimos estar fugindo do Woody, do Buzz e do jacaré, colocamos a pepê guardadinha e Rafa passou o dia sem ela na boca? Quando deu o soninho, claro, lembrou, correu e pegou a queridinha!

A escola ensinou, aqui em casa eu complementei e quem ganhou foi o Rafinha! Essa relação de troca, em qualquer situação, para mim, é a mais positiva!

Que voltem às aulas e que venham novos aprendizados!

 

 

 

 

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