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Cabeça de grávida

Hormônios, mudanças físicas e psicológicas fazem as grávidas virar o mundo de cabeça para baixo

Estamos na 14a semana de gravidez e eu já perdi a conta do que andei esquecendo, perdendo ou trocando por aí. O celular já ficou no shopping, a comanda do restaurante sumiu misteriosamente, o óculos desapareceu. Sem contar no primeiro dia de aula do filho, que eu esqueci, da reunião com o cliente que eu cheguei linda e bela – mas no dia errado- e dos aniversários das amigas. Mesmo aqueles que o Facebook me lembra, eu esqueço. 

Na minha agenda, o check list triplicou de tamanho. Porque, além das funções normais que eu não posso esquecer, tem coisas como: fazer inalação no Gabriel, pegar roupa na lavanderia, mandar roupa do judô, não mandar lanche às sextas, tomar remédio, ligar para a sogra, para a avó e amigas. 

Deixar tudo absolutamente anotado me ajudou a esquecer menos os afazeres. Já os pertences…. esses não têm jeito. Já dei escândalo no estacionamento porque não achava o meu carro, quando, na verdade, eu tinha esquecido que estava com o carro do marido. E ontem voltei do mercado com o carrinho cheio, mas nada do que eu realmente precisava, porque não lembrava onde tinha colocado a lista do mês. 

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Esses dias coloquei um post no Face com algumas coisas que tinha esquecido, durante esses três meses de gestação. Amigos e parentes me lembraram de mais um porção que eu, obviamente, tinha esquecido de relatar. rsrs 

A cabeça dá um nó sim, mas aparentemente não há uma explicação pra isso. Fui pedir ajuda a psicóloga Andrea Assis, minha tia, e mãe de dois primos lindos. Depois de muito ler, constatei: isso é normal e acontece nas melhores famílias! Ufa!!! 

Apesar de existirem pesquisas que sugerem que até o tamanho do cérebro da mulher fica alterado durante o período da gestação, a maioria dos estudos indica que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas nada me tira da cabeça que as minhas funções cognitivas estão alteradas. E eu sei que é passageiro, pois voltei perfeitamente ao meu estado normal depois do primeiro filho. Ainda bem! Aliás, a minha médica confirma a nossa teoria de que ficamos mais doidinhas, sim! Ainda bem. Por conta da quantidade dos hormônios as funções neurológicas ficam mais lentas, segundo ela! 

Enquanto isso, eu me emociono à toa, choro na sessão dos Smurfs no cinema, acho graça dos esquecimentos e aproveito para dormir muito. E, confesso, adoro me sentir grávida e ter esses sintomas só em mim! 

Enquanto ninguém acha uma resposta contundente aos nossos esquecimentos, a gente vai colocando a culpa nos hormônios. Aliás, os hormônios das grávidas está para as viroses nas crianças, já perceberam? Quem  não sabe explicar põe a culpa neles! 

PS: enquanto eu escrevia essa coluna, o messenger apitou. Droga! Esqueci o happy hour com as minhas amigas! 

 

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