Colunistas

A escolha da maternidade

Definir o local para ter o bebê leva em conta as indicações dos amigos, do médico e, claro, a sua impressão pessoal

Eu não tive problema na escolha da maternidade para ter o meu primeiro filho. Segui as recomendações do meu obstetra da época, mais algumas indicações dos amigos e o nosso gosto pelo local. Visitamos, fizemos as perguntas básicas e… pronto! Deu tudo certo. Para o segundo filho, o que eu achava que seria tranquilo, no fim das contas não foi. Após uma necessidade de ida ao PS gestacional (da mesma maternidade) e um péssimo tratamento, o que eu pensei que já estivesse fora da minha listinha de pendências voltou a ocupar as posições iniciais: assim como a vontade de mudar de médico, eu também queria mudar de maternidade. Não queria ter meu bebê num lugar em que fui maltratada, em que demorei 3 horas para ser diagnosticada e pelo qual não tinha (mais) uma excelente impressão. E lá se vai a correria, com 7 meses de barriga, para escolher onde dar à luz.

Ponto essencial: quero parto normal. Então fiz uma seleção com a minha nova médica das três maternidades supostamente “amigas” desse tipo de parto aqui em São Paulo.

Com isso, feito uma gestante comum (e sem carteirada de jornalista), agendei as visitas. Confesso que as enfermeiras me olhavam torto por eu fazer tantas perguntas e anotar tudo no meu caderninho de fontes: “é para depois explicar para o meu marido. Ele não pôde vir.” Eu me justificava para os casais que faziam o tour comigo e que me fitavam de rabo de olho.  

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Algumas coisas que constatei: uma maternidade que faz cem partos por dia, por exemplo, não tem estrutura para mães em trabalho de parto normal. Não é core business deles, como a gente fala no mundo corporativo. As cesáreas são todas agendadas, aparecem num telão e as salas têm janelinhas para os familiares assistirem a retirada do bebê da barriga. Achei meio bizarro. Uma ou outra sala é preparada com banheira e bola para os momentos de trabalho de parto normal. E praticamente todas viram um centro cirúrgico caso seja preciso realizar uma cesárea.

Uma das maternidades, no entanto, tem um espaço preparado para gestantes que desejam um parto normal, com iluminação especial (cromoterapia), aromaterapia, banheira, som ambiente e bola. Nessa, por exemplo, são reservadas 10 salas para parto normal, mas isso não quer dizer que não seja possível ser feito esse tipo de procedimento em qualquer sala. O que acontece é que não é possível fazer a reserva das salas equipadas para o parto normal, pois, diferentemente da cesárea, não é algo previamente agendado. Isso ocorre nas três maternidades visitadas.

O quesito hotelaria também foi bem avaliado nas três maternidades. Não que eu faça muita questão disso, mas os quartos são legais, dão possibilidade de upgrade e praticamente todos os andares têm berçários. Ah, o bebê também fica no quarto com os pais, a maioria do tempo, em todas elas.

Outra preocupação que eu tive foi com relação à UTI. Porque a gente tem de pensar no pior, certo? Algumas maternidades possuem UTIs adulto e neo-natal  equipadas apenas para cirurgias de pequeno e médio porte. Outras possuem uma UTI mega equipada para qualquer tipo de procedimento. Isso contou muito na minha escolha.

A receptividade e o conhecimento das enfermeiras com relação aos procedimentos (principalmente quando a mãe é de segunda viagem) também contaram ponto. Porque a gente já imagina o que vai acontecer! E sabe que nessas visitas guiadas eles sempre querem mostrar um mundo perfeito das maternidades. Então eu fui muito pelo meu feeling na hora da escolha.

Ponderando tudo que pesquisei, com os comentários das amigas e dos médicos das três maternidades (Santa Joana, Pro Matre e São Luiz), eu fiz a escolha pela maternidade São Luiz. Gostei muito da relação que eles têm com o parto normal, achei que as enfermeiras que explicaram os dados técnicos e práticos do lugar foram bem seguras e me convenceram. A conversa com a minha nova médica, a Drª Luciana Taliberti, também foi essencial para definir o local. E as amigas mães, blogueiras e optantes do parto normal também avaliaram o São Luiz como a melhor paternidade para o meu perfil de parturiente.

Lá no blog tem uma seleção dos quesitos que avaliei na visita às maternidades. Fazer uma tabelinha com o que é fundamental para você e manter um check list nas visitas é muito importante, pois é muita informação junta! J

Olha lá!

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