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A noiva grávida

Mesmo quem nunca sonhou com o altar, se apega aos contos de fada

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(Ilustração: Manita Menezes)

Está lá a moça pesquisando vestido para casar. Tudo muito lindo, muito claro e muito os olhos da cara. Mesmo quem nunca sonhou com o altar, vai se apegando àquele universo meio conto de fadas.

Mas, e quando a noiva engravida no meio do processo? Comigo aconteceu justamente isso. Teoricamente dá pra disfarçar, não que eu não quisesse que os outros soubessem ou sentisse vergonha de ter feito sexo. É isso que os adultos fazem, não? Pelo menos é o que eu falo pras minhas filhas. E até faço quando elas não estão por perto, ou seja, de vez em nunca.

Grávida, contava para todo mundo. A conta, por favor! Sabia que eu estou grávida? vai ser uma menina e blá-blá-blá”. O lance é que a gravidez compromete as linhas dos cortes da maioria dos vestidos de noiva. E isso me preocupava.

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Claro que existem opções para gestantes. É sabido que muitas mulheres casam grávidas e isso não é, de forma alguma, ruim. Significa que uma família está ali prontinha para começar. É um test drive completo. Casa, filho e vida real já nos primeiros capítulos do matrimônio.

O que a gente mais vê, no entanto, são vestidos adaptados, enjambrados. Tá faltando no mercado lojas segmentadas, com categorias por fases. Já fez o exame da translucência nucal, senhora?, perguntariam as vendedoras, não sem antes conferir a data do casório e fazer os cálculos sobre a possível circunferência da pança no dia do rega-bofe, para então arrastar a cliente para o setor certo.

Eu casei com quatro meses, lá pelas 16 semanas. Não tinha ainda uma barrigona, só havia perdido a cintura. Mas, o enjôo da gravidez estava estampado na minha cara e na minha alma. Fiquei tão mareada da vida que decidi casar com um vestido longo de malha, que não me apertasse. A maquiagem, no entanto, estava tão profissional que meu marido quase não me reconheceu no cartório. Disse que parecia a Julia Roberts. Fiquei pensativa.

O cartório também foi um paliativo à igreja. Mais adequado às nossas finanças e à minha falta de convicções religiosas. No final, deu tudo certo. Essa mudança no vestido e na cerimônia de casamento foi apenas o começo da grande transformação que aquela barriguinha operou na minha vida. A menor delas, talvez. E a mais sem graça.

Dicas de estilo e moda:

-A malha não é o primeiro material que vem à mente quando falamos em vestido de noiva, mas pode ser bem-vindo para um casamento no cartório, pois é um ótimo aliado para a silhueta em transformação de uma noiva grávida. Afinal, tem muito vestido horroroso de renda francesa, e muito vestido maravilhoso feito de malha.

-Nem tente esconder. A barriga está ali. Pequena, grande, não importa. Tem um bebê ali dentro. Usar cintas para achatar a barriga ou criar uma cintura no corpo pode ser prejudicial, e vamos combinar, extremamente desconfortável.

-Na igreja, dispense vestidos com caudas, bordados pesados e corsets. Além da barriga, os seios aumentam, então cuide para não exagerar no decote e poder se movimentar sem medo. Esqueça os super saltos e opte por sapatos com salto bloco ou até flats. Lembre-se, a palavra de ordem aqui é conforto!

-Além do vestido de malha que agarra o corpo (para cerimônias mais informais) e evidencia a barriguinha, sugerimos o corte império, aquele que desloca a cintura para a linha abaixo do busto. O mais importante, independente do tecido ou da silhueta escolhida é você escolher algo que represente o seu estilo e que você se sinta LINDA.

*Colaboradoras: Bruna holderbaun e Milena faé.

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