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Bebê também ronca! Fique esperto, pode ser um sinal de problema

Saiba como diferenciar quando você deve levá-lo ao médico ou não

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

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Depois de passar horas acordados, seja dia ou madrugada, olhar para o pequeno tendo uma noite de sono tranquila é como um sonho. Eis que surge, então, um suspiro mais alto ou uma respiração mais profunda. Ok, pode ser normal! Mas, e se o barulho ficar forte? Pois é, o famoso ronco também dá as caras na vida dos bebês. O ato pode revelar vários problemas, mas quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficiente será o tratamento.

Então, mantenha a calma e respire fundo! Se o problema aparecer, basta prestar atenção se é apenas um suave ruído ou se isso afeta a respiração dele de verdade. Para garantir que você também durma em paz, mostramos que esse barulho assusta sim, mas pode ser muito mais comum do que você imagina.

Como diferenciar

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Para começo de conversa, é importante diferenciar o ronco de barulhos mais leves. “O bebê lactente (que ainda se alimenta de leite) pode fazer alguns ruídos e pequenos roncos. É importante avaliar se o barulho está mais intenso e segue com uma pausa respiratória. Isso porque é normal que ele emita alguns sons, mas o ronco constante com dificuldade para respirar, ou seja, falta de ar, pode ser um sinal de alerta para uma apneia do sono”, explica Leticia Maria S. Franco Azevedo Soster, mãe de Nina, e neuropediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Esse som que deixa a mãe literalmente sem sono, especialmente nas primeiras semanas de vida do filho, é consequência dele ainda ter as vias aéreas – o canal da passagem de ar – bastante estreitas e com pequenas quantidades de secreção.

Os tais ruídos são resultantes da vibração dessa secreção e dos tecidos das vias aéreas, principalmente do nariz e da garganta. “A presença de episódios em que o neném fique roxo, com pausas ou obstruções prolongadas da respiração durante o sono ou mesmo o fato dele não conseguir mamar e respirar pelo nariz ao mesmo tempo são os reais indícios de que algo pode estar errado e, aí sim, demandam avaliação médica”, explica Raimar Weber, pai de Alvaro e Olavo, otorrinolaringologista do Hospital Infantil Sabará (SP). Se o barulho for mesmo inofensivo tende a desaparecer à medida que o bebê cresce. Isso porque em torno do 5° ou 6° mês de vida ele terá o dobro do peso que tinha ao nascimento, momento em que o diâmetro da via aérea também aumenta, eliminando os sintomas para a maior parte das crianças.

Sono x Desenvolvimento

Ainda que possa ser passageiro, em casos mais sérios o ronco representa um perigo para o sono do seu filho – mesmo que ele pareça dormir profundamente. “Crianças que apresentam apneia e dificuldades respiratórias têm o sono prejudicado.  Além de demonstrar mais sonolência durante o dia e irritação, a falta dos estágios profundos de sono pode interferir na liberação do hormônio de crescimento, que ocorre em picos nessas fases, e no ganho de peso também”, alerta o otorrinolaringologista. O ronco ainda faz com que a criança gaste muita energia ao respirar, o que pode trazer dificuldade para se alimentar também.

O resultado pode aparecer no retardo da aquisição neuropsicomotora. “A criança pode apresentar transtornos de aprendizado e coordenação”, diz Leticia.

Cirurgia. E agora?

Esse nome dá calafrios, a gente sabe. Mas com o apoio de um profissional de sua confiança, tudo pode ficar mais leve. Afinal, existem situações nas quais a cirurgia será a primeira e única opção de tratamento. “A necessidade de uma intervenção cirúrgica vai depender da avaliação de três fatores: o tamanho da amígdala, como o ronco atua na interferência do sono e também na rotina da criança”, explica Leticia. Há também casos específicos, como a presença de tumores dentro do nariz ou da garganta, malformações como a atresia de coana – situação em que a criança nasce com parte do fundo do nariz fechada – e  síndromes ou condições com alterações do esqueleto facial – como, por exemplo, a presença de uma mandíbula muito pequena, a micrognatia. “No entanto, se existir algum tratamento clínico que possa resolver o problema, ele sempre será tentado antes de se indicar uma cirurgia.”, diz Weber.

Prevenção e tratamento

O tratamento adequado de infecções, como sinusites e amigdalites, bem como o controle da rinite elimina os estímulos que podem levar ao aumento da adenoide, das amígdalas e das conchas nasais inferiores, sendo, sim, uma boa forma de se precaver. “Outra das prevenções primordiais para a diminuição de risco de desenvolvimento de alergias e infecções é com o estímulo ao aleitamento materno, o combate ao tabagismo e a higiene ambiental adequada. É também crescente a preocupação relacionada ao aumento da obesidade infantil e as doenças secundárias a esta condição”, detalha Natacha Sakai, mãe de Lucas e Arthur, pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (SP). A lavagem do nariz com soro fisiológico ajuda na melhora do mecanismo de limpeza natural da via aérea e tem papel importante no controle dessas alergias.

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