Mais

Mãe parou de amamentar devido a depressão

Médico recomendou antidepressivos e mãe precisou interromper aleitamento

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

06/09/2012

 Estefani Reis, mãe de Mariana, interrompeu a amamentação aos 5 meses, quando teve uma crise de depressão grave e passou a tomar antidepressivos. “De que vai adiantar uma mãe deprimida sem estima alguma, até com certas alucinações, continuar amamentando? Será que o leite é tudo para minha filha? O leite é importante, mas a mãe saudável e apta para cuidar e amar sua filha eu acho ainda mais! Então parei de amamentar, estou fazendo o tratamento e estamos felizes”. Estefani enviou o depoimento para a página de nossa campanha contra a culpa, Culpa, Não.

Leia o depoimento completo:

Anúncio

FECHAR

 “A minha filha Mariana tem 7 meses e não mama mais. A sua última mamada foi no dia 13 de julho, ela tinha 5 meses. Antes disso eu a amamentava com prazer, e pretendia fazer isso até ela completar dois anos. Aos três meses e meio comecei a complementar a amamentação com fórmula porque eu estava perto de retornar ao trabalho, mas mesmo quando retornei ela continuava mamando pela manhã e também a noite. No início eu me sentia culpada por não poder está lá o dia inteiro, oferecendo o peito, mas logo pensei que esse é o meu melhor, e antes um pouco do que nada.

Mas quando ela completou 5 meses eu tive uma crise de depressão muito grave, e quando passei no psiquiatra ele me deu duas alternativas, parar de amamentar e se tratar com os remédios, que quando tomamos não podemos mais amamentar
por causa dos componentes químicos, que afetam a qualidade do leite, ou continuar amamentando, porém doente.

Então pensei, de que vai adiantar uma mãe deprimida sem estima alguma, até com certas alucinações, continuar amamentando? Será que o leite é tudo para minha filha? O leite é importante, mas a mãe saudável e apta para cuidar e amar sua filha eu acho ainda mais! Então parei de amamentar, estou fazendo o tratamento e estamos felizes, mesmo alimentando com a fórmula e agora com papinhas e frutas, eu transfiro o mesmo amor que transferia com o leite materno, nos olhamos olho no olho, as vezes ela para de comer para sorrir pra mim. Ela está crescendo forte e saudável. Queria ter alimentado-a do meu leite por mais tempo, mas não deu, alimento-a da melhor forma que posso e o mais importante, sem culpa!”

 
Já conhece a nossa campanha contra a culpa? Junte-se a nós: www.facebook.com/culpanao