Família

Primo: o primeiro melhor amigo do seu filho

Essa relação fortalece o vínculo familiar e interfere na personalidade da criança

Isabela Kalil de Lima

Isabela Kalil de Lima ,Filha de Kátia e Fabio

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(Foto: Shutterstock)

“Esse é meu primo!” Que criança não tem orgulho de dizer para os colegas que tem um amigão da família? A convivência com primos representa um elo menor do que entre irmãos, mas muito maior do que entre amigos. Além de linda de ver, essa relação é muito benéfica para as crianças. A ligação com primos estimula o vínculo familiar.

“Isso é bom porque fortalece crenças, ética, personalidade e o sentimento de pertencer a algo muito especial onde o amor prevalece”, afirma Márcia Regina Orsi, mãe de Yohan e Joshua, psicóloga especialista em Intervenção Familiar do ITS (Instituto Terapia Sistêmica).

A relação com primos, de acordo com a psicóloga, também ajuda a superar as diferenças e as desigualdades. “Essa convivência é muito importante na formação do caráter e no relacionamento da criança com outras pessoas, já que desenvolve resiliência.”

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Rejane Moreno, mãe de Lara e Sofia, consegue perceber o quão boa são essas diferenças. A família do pai de Lara, sua filha mais velha, é cheia de tios e primos. A mãe conta que Lara convive muito com eles e, que mesmo todos tendo ideias diferentes, a relação é muito benéfica para as raízes.

“Conversar com avós sobre a história dos pais, ajudar bisavós a ler, rir com tios e brincar com primos traz para criança contato com sua própria história, além de solidariedade. Elas comparam, identificam semelhanças, divergências e se sentem pertencentes a um todo. Fica mas fácil valorizar e criar suas próprias raízes”, conta Rejane.

Esse vínculo com os primos pode e deve ser incentivado pelos pais. “Pode-se combinar encontros familiares em casa, viagens, passeios e conheçam novos lugares juntos, por exemplo.” A garotada também adora receber dicas de brincadeiras dos adultos

Uma convivência tão próxima pode ter uns atritos de vez em quando. Isso é normal. Não precisa se desesperar! É interessante, no entanto, tentar mediar a situação, encontrando meios pacíficos de se resolver o problema, estimulando o diálogo e a criação de empatia.

Isso vai servir como exemplo para os futuros conflitos que as crianças encontrarem, de acordo com Laís Fernandes Borges, psicóloga da rede de centros médicos Dr.consulta. “É importante também que os pais não tomem partido de atritos entre primos”, ressalta a psicóloga.

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