Família

Culpa, não!: falar palavrão num momento de raiva

Acontece com todo mundo e não faz mal nenhum

Elisa Marconi

Elisa Marconi ,mãe de Luiza e Daniel

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Como todo mundo, a gente também perde a paciência vez ou outra. Seja por uma fechada no trânsito, um esbarrão na rua, um pedido que nunca é atendido, enfim. E, num deslize, a gente enche a boca e solta uma daquelas palavras bem cabeludas, mas que traduzem perfeitamente como a gente está se sentindo. Se os filhos estão junto, eles olham assustados e se encolhem de medo. Ou então, caem na gargalhada por ver a mãe perder o controle. Em qualquer um dos casos, relaxe.

Cientistas da Holanda, da Inglaterra e de Hong Kong divulgaram, em janeiro deste ano, uma pesquisa que confirma o que a gente já defendia: quem fala palavrão está sendo honesto consigo mesmo e com o mundo. Além disso, os boca suja frequentes também são menos mentirosos que os que nunca falam palavras de baixo calão. “Xingamentos são muitas vezes inapropriados, mas também podem ser considerados evidência de que a pessoa está dizendo suas opiniões sinceras. Da mesma maneira como elas não estão filtrando a sua linguagem, elas também não estão filtrando seus pontos de vista”, disse David Stilwell, da Universidade de Cambridge, um dos autores do estudo.

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Por isso, se achar que exagerou, peça desculpas às crianças e siga em frente sem se remoer.

 

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