Criança

Conheça a síndrome do pensamento acelerado, que afeta crianças e adultos

Principalmente para os mais novos, este fenômeno pode ser muito prejudicial em vários aspectos do dia a dia

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

síndrome do pensamento acelerado

O excesso de pensamentos e demandas, de informações e de estímulos digitais, como celular, televisão e computador, e o senso de urgência podem afetar tanto a sua saúde quanto a do seu filho. A Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) é um fenômeno que tem tudo a ver com isso. E, especialmente para crianças, isto é muito prejudicial, pois impede o desenvolvimento de funções da inteligência, como refletir antes de reagir, expor e não impor ideias, exercer a resiliência e colocar-se no lugar do outro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 20% da população já está deprimida. Já a SPA ocorre, provavelmente, em 80% de adultos, crianças e adolescentes. Segundo Augusto Cury, psiquiatra e escritor, ele tem feito testes em conferências no Brasil, nos Estados Unidos, na Espanha, na Sérvia e na Romênia. Os resultados são os mesmos: as pessoas apresentam três ou mais dos sintomas abaixo.

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Os principais sintomas da SPA são fadiga, dores de cabeça e musculares, irritabilidade, sofrimento por antecipação, dificuldade de concentração, transtorno do sono e déficit de memória. Tudo isso porque o cérebro está cansado. A SPA tem traços semelhantes aos da hiperatividade, como inquietação, dificuldade de concentração, o que faz com que o diagnóstico muitas vezes não seja feito de forma correta.

O que pode ser feito?

Segundo Camila Cury, filha de Augusto e Suleima, psicóloga e diretora geral da Escola da Inteligência do Grupo Educacional Augusto Cury, há várias ferramentas para que possamos gerenciar os pensamentos. Uma delas é mais simples do que parece: contemplar o belo.  “Aquietar o pensamento e extrair prazer nas pequenas coisas, como um exercício que você faz algumas vezes ao dia”, explica.

Também é essencial dormir pelo menos 8 horas por dia, para não ter cansaço mental, e evitar utilizar dispositivos eletrônicos de 20 a 30 minutos antes de dormir. Exercícios físicos e exercitar a autorreflexão também são muito importantes para desacelerar. Para as crianças, é importante que os pais e professores ensinem estes conceitos. Algumas dicas são: não deixar a criança ficar até tarde no computador e em dispositivos móveis, ter horário fixo para dormir e estimular que os filhos sempre pratiquem atividades físicas e tenham contato com a natureza.

A prevenção é tão importante quanto o diagnóstico e, se for necessário procurar ajuda profissional, o primeiro passo e fazer uma avaliação cautelosa (pois confunde-se muito a hiperatividade com a SPA), e entender se o problema é neurológico ou comportamental. Segundo Camila Cury, em 90% dos casos a intervenção com medicamentos tem sido de irresponsável. Nos casos em que já se tem um diagnóstico, psicólogo, neuropediatra ou até um psicopedagogo podem ajudar, desde que a avaliação seja feita de forma correta.