Criança

ABC noturno: demanda por creches que funcionam à noite aumenta

Conhecemos o trabalho de um centro educacional que aderiu à ideia

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

Deixar os filhos na escola é um alívio para os pais trabalharem, estudarem ou mesmo fazerem as atividades cotidianas. Pensando nisso, tem crescido muito a demanda por creches noturnas. O número de pais que aderiram à ideia pode até ainda ser pequeno, mas não deixa de ser bem expressivo e tem crescido bastante!

Para termos uma ideia, o número de matrículas aumentou 44,5% nos últimos cinco anos. São 3.816 crianças matriculadas em creches e 2.144 em pré-escolas. Isso até o ano de 2015! O objetivo principal é criar uma opção aos pais que não tem com quem deixar as crianças no período noturno e não tem condições de contratar alguém para exercer essa função.

O CEI SER, também conhecido como Centro de Educação Infantil Santo Estêvão Rei, foi fundado em 2004 e é uma iniciativa do projeto social do Mosteiro São Geraldo para atender os pais que trabalham e estudam das 17h às 23h30. Ele fica na comunidade de Paraisópolis e para a iniciativa dar certo, contam com a ajuda de 20 colaboradores, entre educadores, coordenadores e outros funcionários. São 108 crianças de quatro meses a 13 anos.

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E lá ninguém fica parado! São feitas várias atividades educativas e culturais, visando a convivência saudável, a amizade, a criatividade, proporcionando memórias agradáveis para essas crianças. Afinal, na pedagogia do CEI SER o brincar ocupa um lugar de extrema importância, assim como a Pais&Filhos acredita. E brincando, o tempo passa beeem mais rápido!

A Geovanna, filha de Lusenilda, tem 9 anos e frequenta o CEI SER no período noturno há 7 anos. Para a mãe dela, é superimportante já que ela precisa estudar e confia no local como um ambiente confiável e acolhedor para a filha. “Sem o CEI SER eu não conseguiria começar ou terminar meus estudos e, assim, conseguir um emprego melhor para garantir uma qualidade de vida melhor para minha filha”, acrescenta Lusenilda, que é babá e diarista.

Com essa tendência nos últimos tempos, a Ana Luisa, de 9 anos, e o Flávio Henrique, de 8 anos, também entraram na onda! Eles ficam no CEI há um ano. A mãe deles, Cássia Rodrigues, doméstica, afirma que se não fosse o local, os filhos ficariam em casa sozinhos. “Eu teria que pagar para alguém olhar eles, mas as pessoas em Paraisópolis cobram um valor muito alto por isso, que iria me fazer falta”, completa ela.

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