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O combinado não sai caro

Essa regra vale –e muito– com o uso de eletrônicos em casa.

(Foto: Shutterstock)

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Todo mundo já ouviu essa frase, né? Com os meus filhos isso vira quase um mantra. Combinamos as regras e o limites antes. Se tá bom para todo mundo, a família fica feliz. Quer dizer, nem sempre é assim, mas limites são necessários e eu não abro mão disso. Não adianta fazer cara feia.

Todos os especialistas falam que a criança precisa aprender a lidar com o não, com a frustração. E eu sou bem flexível com meus “nãos”, prefiro combinar antes como será a coisa do que disparar um “chega, você não vai mais fazer!”. Essa regra vale –e muito– com o uso de eletrônicos em casa.

Funciona assim: são 30 minutos pela manhã e 30 minutos à noite. Vale pro celular, pro Whatsapp com os amigos e pro videogame. Desenhos e filmes, a depender do conteúdo, a gente prorroga (sou eu a mais viciada no filminho com pipoca, então não consigo inserir esse programa no combinado).

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FECHAR

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Sempre deu certo, o Gabriel usava um cronômetro (mais para ele sacar que tinha algum controle) e quando dava o tempo, ele desligava o jogo. Hoje, ele usa relógio, então ele mesmo já sabe o tempo que pode ficar conectado.

Só que esse tempo, para o menino que anda crescendo, foi ficando curto. Tem dias que ele quer um pouco mais do que meia hora, porque quer passar uma determinada fase ou terminar de construir o estádio do Barça no Minecraft. E como lidar com isso: é possível ampliar limites e fazer concessões aos combinados?

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E partiu dele a saída para o nosso novo acordo: Gabi está usando um relógio meu, aquelas pulseiras que marca hora, calorias, passos e etc.. A quantidade de passos diz muito sobre o dia do meu filhote. Se ele se mexeu, se correu pra lá e pra cá, se brincou, se suou. Acho isso essencial para uma criança.

Então ficamos assim: com 10 mil passos (o que é um dia muito movimentado e divertido tanto em casa como na escola) ele ganha cartão verde nos eletrônicos. Depois de trabalhar o corpo vai trabalhar a mente nos games. Com menos de 10 mil passos ele assegura o que lhe é de direito: 1 hora de eletrônicos, em dois períodos.

Combinamos, ficou bom para as duas partes, acordo fechado. Eu não cobro, ele sabe o que fazer. E o lar de gente feliz volta a sorrir.

(E, aqui para nós: 10 mil passos, com as perninhas do meu menino, são 5 quilômetros. É correria pra caramba para uma criança de 7 anos, né?)
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